O Flamengo fez o necessário para arrancar a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense e manteve a liderança do Brasileirão com 63 pontos, um a mais que o Palmeiras. Depois do tropeço contra o Santos, o triunfo teve sabor de recuperação, mas não apagou antigos problemas que vinham assombrando a equipe ao longo da temporada.

No aspecto tático, o time de Leonardo Jardim dominou o confronto em vários momentos e criou mais, mas faltou capricho na hora de finalizar. Carrascal, que vive boa fase pós-Copa, acabou decidindo a partida e justificando a confiança que lhe tem sido depositada. Rossi também se destacou com defesas importantes em momento de questionamento ao seu rendimento recente.

A ausência de Jorginho e Arrascaeta apareceu nas leituras e na qualidade dos passes; Saúl entrou como alternativa, jogando por vezes invertido com Pulgar, enquanto Paquetá ficou responsável pela articulação mais próxima de Pedro. O atacante, entretanto, teve atuação abaixo do esperado, só aparecendo de forma efetiva ao servir a Carrascal no lance do gol. A entrada de Joaquín Freitas no segundo tempo sugeriu opções ofensivas alternativas para Jardim.

Além das imprecisões, o lance de Pulgar que por pouco não resultou em expulsão voltou a chamar atenção: o árbitro Rafael Rodrigo Klein optou por não aplicar o vermelho, e o treinador reconheceu a decisão, mas o risco foi real e poderia ter complicadoo confronto. Com a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes na quinta-feira, o Flamengo leva a liderança para Buenos Aires, mas terá de ajustar eficiência e disciplina para traduzir a superioridade em resultados maiores em competições decisivas.