O Flamengo atribuiu publicamente ao técnico Marcelo Bielsa a responsabilidade pela nova lesão sofrida por Giorgian De Arrascaeta, que vinha sendo monitorado pelo clube antes da convocação para a Copa do Mundo. Segundo a diretoria rubro-negra, o meia retornou aos treinos em campo antes do prazo acordado entre as equipes médicas, o que teria provocado a contratura que evoluiu para lesão grau dois.
O episódio gerou um ‘climão’ entre o departamento médico do Flamengo e a comissão técnica do Uruguai. O clube carioca diz ter enviado um cronograma de readaptação e exigido controle rígido de carga; a avaliação interna é de que esse plano não foi respeitado. Para acompanhar de perto a evolução, o Flamengo liberou o fisioterapeuta Laniyan Neves para integrar a equipe médica uruguaia durante a preparação.
Além de Arrascaeta, Bielsa já foi associado à lesão de Ronald Araújo, com críticas públicas de familiares do jogador ao trabalho da comissão técnica. O episódio volta a colocar em debate a guarda compartilhada do acompanhamento físico em períodos de jogos pelas seleções e o risco operacional envolvendo clubes e seleções às vésperas de competições decisivas.
Do ponto de vista esportivo, o Flamengo acompanha atentamente a evolução do camisa 10: a previsão inicial da seleção é de que Arrascaeta só tenha condições de jogo possivelmente na terceira rodada da fase de grupos, diante da Espanha. No clube, há a expectativa de que, ao fim da pausa para a Copa, a comissão técnica possa finalmente dispor do elenco mais próximo do ideal, algo que o time não tem conseguido nos últimos meses.
O episódio expõe uma tensão recorrente entre clubes e seleções sobre protocolos de recondicionamento físico. Para o Flamengo, a preocupação imediata é minimizar dano esportivo e financeiro — ter seu principal meia disponível para a retomada do calendário nacional — enquanto preserva a imagem institucional ao cobrar clareza e alinhamento no tratamento dos atletas convocados.