O Flamengo divulgou nota oficial neste sábado para explicar sua participação no processo que discute a inscrição de Marcos Rojo pelo Estudiantes na Copa Libertadores. Segundo o clube, ele não iniciou o litígio: foi indicado como parte pelo próprio time argentino ao recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). O Rubro-Negro afirma que, antes da volta da semifinal, avisou ao CAS e ao Estudiantes que apresentaria a reclamação prevista no regulamento caso o atleta fosse escalado.
A nota recorda o contexto técnico: o Estudiantes solicitou a inclusão de Rojo em 9 de outubro, mas a janela de inscrições na Argentina havia encerrado em 2 de setembro, e o jogador havia atuado oficialmente pelo Racing até 27 de setembro. A CONMEBOL, após consultar a FIFA, recusou a substituição em 14 e 15 de outubro. Mesmo assim, o Estudiantes recorreu ao CAS, que autorizou provisoriamente a participação do atleta em 21 de outubro, mas negou a garantia de que essa escalação estaria isenta de consequências esportivas e disciplinares.
Chamado ao processo em 16 de outubro, o Flamengo diz ter agido apenas para preservar seus direitos e apresentou, após a semifinal, a reclamação dentro do prazo previsto no artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, pedindo que o caso seja decidido antes da final. No comunicado, o clube reforça que a iniciativa tem objetivo de assegurar a aplicação igualitária das regras da competição, e não de buscar vitória fora de campo.
A disputa põe em evidência um nó institucional: a autorização provisória do CAS abriu risco esportivo que, segundo o Flamengo, coube ao Estudiantes assumir. Agora, resta ao tribunal decidir o mérito em prazo curto para não comprometer a final e a integridade do torneio. O desfecho terá impacto direto sobre a validade do resultado da semifinal e poderá estabelecer precedente sobre como CONMEBOL, FIFA e CAS tratam casos de inscrições fora de janela.