O Maracanã recebeu mais de 72 mil torcedores e um mosaico que dizia 'em busca do penta', mas a festa externa não se traduziu em futebol. Dentro de campo o Flamengo teve dificuldades para criar e finalizar, e a partida terminou sem que o time encontrasse a eficiência necessária para evitar a decisão por pênaltis.
Ao longo do jogo, a falta de oportunidades irritou jogadores e torcida. Jorginho foi o mais ativo nas reclamações à arbitragem; Carrascal chegou a perder parte do protocolo observando a arquibancada. Leonardo Jardim tentou ajustes — chamou Arrascaeta, orientou Paquetá e outros —, mas mesmo com a expulsão de Baltasar Rodríguez, a superioridade numérica não se converteu em chances claras. Na saída para o intervalo, o público ainda aplaudiu; em campo havia pouco motivo para otimismo.
A disputa por pênaltis confirmou a tensão: cobranças desperdiçadas tomaram conta do time. Jorginho errou e ficou visivelmente abatido, Paquetá também não aproveitou a chance, enquanto Léo Pereira converteu a sua batida. Um pênalti do Estudiantes voltou por dois toques, mas não foi suficiente para mudar o rumo. O erro nas penalidades selou a eliminação e deixou o elenco em estado de frustração diante da torcida que tentou carregar o time até o fim.
A eliminação acentua problemas práticos: falta de efetividade ofensiva, respostas táticas limitadas e necessidade de alterações no planejamento imediato. Para além da tristeza da torcida, o resultado aumenta a cobrança sobre Jardim e a diretoria, que terão de explicar por que o Flamengo não conseguiu transformar força e estádio cheio em produção dentro de campo. Em curto prazo, a prioridade é recuperar confiança e rendimento; em médio prazo, revisar escolhas técnicas e reforços que devolvam eficiência ao ataque.