O empate sem gols em La Plata manteve a expectativa em aberto e transferiu a responsabilidade para o Maracanã: é lá, diante da própria torcida, que o Flamengo tentará a vaga na final da Libertadores. O resultado fora de casa foi comemorado com parcimônia pelos jogadores — evitar derrota em território argentino é visto como vantagem, mas não assegura nada além da chance de decidir em casa.
Além do fator local, a equipe rubro-negra confia no retorno de Jorginho, liberado após suspensão, para dar mais controle ao meio-campo. A volta do volante é lida internamente como forma de diminuir os espaços que levaram a transições perigosas no jogo de ida, sobretudo contra a pressão física e padrão de jogo do Estudiantes.
Jogadores como Rossi e Léo Ortiz destacaram a entrega coletiva e a importância de não ter sofrido gols, enquanto Alex Sandro pediu atenção redobrada na reta final da preparação. O Flamengo também sustenta números favoráveis no Maracanã na temporada, com aproveitamento elevado em casa — elemento que a diretoria e a comissão técnica esperam transformar em pressão direta sobre o adversário.
A decisão será na próxima quinta-feira às 21h30; um novo empate leva a vaga à disputa por pênaltis. Apesar do otimismo local, o cenário exige cautela: decidir em casa dá vantagem prática e simbólica, mas erros pontuais ou excesso de confiança podem inverter a conta e empurrar o confronto para um desfecho imprevisível.