Arrascaeta sofreu fratura no punho esquerdo durante amistoso pelo Uruguai e será desfalque na semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. O camisa 10 passou por cirurgia e tem previsão de recuperação que o deixará fora entre outubro e novembro, comprometendo a montagem tática do Flamengo.
Além do impacto esportivo, o caso abre a possibilidade de ressarcimento pelo The FIFA Club Protection Programme, que cobre lesões ocorridas em Datas Fifa. O programa só começa a pagar a partir do 29º dia após o acidente de trabalho, para filtrar contusões de recuperação rápida.
O departamento médico do Flamengo estima retorno entre seis e oito semanas — prazo que enquadra Arrascaeta para receber indenização se a diretoria formalizar o pedido. A regra busca equilibrar proteção aos clubes sem transferir à Fifa pagamentos por lesões leves.
O valor potencial decorre do elevado salário do meia: o clube pode embolsar entre 287 mil e 574 mil euros (aproximadamente R$ 1,6 milhão a R$ 3,3 milhões). O programa tem, porém, limites, como teto individual de 7,5 milhões de euros e teto diário de 20,5 mil euros, e encerra o pagamento quando o jogador volta aos treinos.
Para garantir a compensação, o Flamengo precisa protocolar o pedido junto à Fifa dentro dos 28 dias a partir do acidente — ou seja, até 26 de outubro. Procedimentos e documentação são determinantes: sem acionamento no prazo, o clube perde o direito ao ressarcimento.
O clube já passou por situação semelhante com a lesão grave de Pedro, que resultou em ressarcimento entre 2024 e 2025. No caso de Arrascaeta, o pagamento representa alívio financeiro, mas não substitui a força técnica que será ausente nas semifinais; a diretoria e o departamento de futebol têm agora de decidir substitutos e ajustar o planejamento visando também uma eventual final em 28 de novembro.