A Conmebol notificou nesta quarta-feira que multou o Flamengo em US$ 60 mil e o técnico Leonardo Jardim em US$ 40 mil por atraso no reinício do jogo contra o Independiente del Valle, disputado no Estádio Atahualpa, em Quito, no dia 10 de setembro. As penas serão deduzidas dos valores a que o clube tem direito por transmissão e patrocínios; o Flamengo ainda pode apresentar recurso à entidade sul-americana.
Além das multas, o clube recebeu uma advertência pela forma como conduziu o retorno dos jogadores à área de imprensa, infringindo regras sobre a passagem obrigatória pela zona mista e as entrevistas imediatas previstas para detentores de direitos de transmissão. O Fla justificou a opção pela passagem dos atletas ao fim da partida devido à distância e à escadaria que liga os vestiários ao espaço de entrevistas.
A decisão lembra que, nas fases de mata-mata, as sanções por atrasos são mais severas: há parâmetros que preveem multas mínimas por minuto para clubes e treinadores, com valores que aumentam em reincidência. No caso em Quito, a aplicação financeira já foi fixada e incide diretamente nas receitas de jogo internacional — um custo concreto para o clube num momento de preparação para a semifinal da Libertadores, diante do Estudiantes.
Do ponto de vista esportivo, o episódio tem impacto administrativo e simbólico. Embora o Flamengo tenha eliminado o Del Valle (2 a 0 em Quito e 1 a 1 no Maracanã), a punição expõe falhas de organização em logística e cumprimento de normas da Conmebol, abre espaço para questionamentos sobre a gestão de jogos fora de casa e pressiona a diretoria a ajustar procedimentos antes das etapas decisivas.