O Flamengo confirmou a recuperação na fase de grupos da Libertadores com uma vitória tranquila por 3 a 0 sobre o Cusco, no Maracanã. Bruno Henrique marcou duas vezes e Lucas Paquetá completou o placar, resultado que deixa o clube com 16 pontos em 18 possíveis e saldo de gols de 12 — números que podem render a melhor campanha da equipe em uma fase de grupos dependendo de resultados paralelos.
A surpresa veio na escalação: Leonardo Jardim optou por um time quase todo reserva. A decisão foi justificada com dois objetivos concretos: preservar atletas que não estarão disponíveis no fim de semana por convocação à Copa do Mundo e dar ritmo a jogadores que serão úteis no Campeonato Brasileiro. Segundo o treinador, a prioridade é assegurar minutos a quem terá de disputar a 18ª rodada, quando o Flamengo não contará com os convocados.
Do ponto de vista esportivo, a escolha traz efeitos práticos e dilemas. Por um lado, amplia a rodagem do elenco, testa alternativas e protege o grupo titular do desgaste físico; por outro, abre espaço para questionamentos sobre entrosamento em jogos decisivos e sobre a gestão de expectativas em torneios simultâneos. Jardim, no entanto, minimizou polêmicas e reclamou do que chamou de criação de ‘fantasmas’ pela mídia, ao mesmo tempo em que lembrou que decisões sobre seu futuro cabem à diretoria.
A vitória também tem efeito simbólico: além de consolidar a liderança do grupo, aproxima o Flamengo de sua melhor campanha histórica na fase de grupos. Resta agora disputar equilíbrio entre competição continental e Campeonato Brasileiro, com pressão crescente para manter desempenho com elenco mais curto — especialmente durante a janela da Copa do Mundo, quando peças fundamentais estarão ausentes.