Flamengo e Palmeiras aparecem empatados no topo do ranking de desempenho como visitante no Brasileirão, com 27 pontos conquistados fora de casa. O Rubro-Negro alcançou esse total com uma partida a menos longe do Maracanã e tem uma vitória a mais que o rival paulista. São também as únicas equipes com saldo de gols positivo nas excursões: o Flamengo marcou 27 e sofreu 13 (saldo +14); o Palmeiras anotou 24 e tomou 12 (saldo +12).
Na sequência aparece o Bahia, com saldo neutro — 21 gols feitos e 21 sofridos — enquanto os demais clubes acumulam saldo negativo, em níveis que vão de um gol a mais sofrido (Santos) até 20 gols a mais no negativo (Vitória). O quadro evidencia um desequilíbrio coletivo na capacidade de pontuar e defender longe de casa.
O levantamento que embasa o ranking utiliza modelos de expectativa de gol (xG) desenvolvidos pelo economista Bruno Imaizumi a partir de microdados reunidos pelo Gato Mestre desde 2013, sobre mais de 5.200 jogos dos Campeonatos Brasileiros. Além de medir produtividade ofensiva e defensiva, a ferramenta também alimenta projeções: vitórias fora, como as do Cruzeiro e do Fluminense na rodada, elevaram em cerca de 8 pontos percentuais as chances dessas equipes figurar entre os cinco primeiros (G-5).
Do ponto de vista competitivo, campanhas sólidas como as de Flamengo e Palmeiras funcionam como diferencial estratégico em um campeonato longo: pontuar fora reduz a pressão para vencer em casa e pressiona rivais por resultados imediatos. Ao mesmo tempo, a variação de potencial rodada a rodada — especialmente com a inversão de mandos no returno — lembra que o retrato atual é indicador de momento, não sentença definitiva.