O Flamengo chega a dois jogos decisivos em meio a um problema crônico: a perda de Arrascaeta por lesão e a suspensão de Jorginho deixam o clube sem dois jogadores-chave do setor de criação. Com apenas o volante Pulgar confirmado entre os titulares, Leonardo Jardim precisa remontar a estrutura do meio antes do clássico com o Fluminense e da semifinal da Libertadores, na Argentina.

Na estreia sem o camisa 10, Jardim recorreu a Lucas Paquetá como articulador e o jogador respondeu com atuação produtiva — marcou um gol, finalizou cinco vezes e acertou 32 de 40 passes. A performance garante a presença do meia entre os prováveis titulares, mas também abre o dilema tático: mantê-lo como armador ou recuá-lo para funções diferentes?

Se Paquetá seguir como o principal criador, as vagas remanescentes apontam para Saul ou De la Cruz para ocupar a ausência de Jorginho. Caso o técnico opte por recuar Paquetá, alternativas como Carrascal ou Samuel Lino aparecem para assumir a armação, com Plata ou Bruno Henrique ocupando as pontas. As opções mostram como a formação pode mudar de perfil e influenciar tanto a fluidez ofensiva quanto a proteção ao setor defensivo.

O clássico no Maracanã será, na prática, um ensaio de grande pressão: o meio-campo que jogar contra o Fluminense terá de validar soluções táticas antes do encontro com o Estudiantes. Com apenas um treino tático restante para fechar a escalação, Jardim tem pouco espaço para experimentos; a escolha feita para o Fla-Flu terá efeito direto na competitividade do time em duas frentes essenciais ao calendário rubro-negro.