Com o 0 a 0 no jogo de ida, o Flamengo define a vaga na final da Libertadores contra o Estudiantes nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. Uma vitória simples basta para que a geração que despontou em 2019 alcance a quinta decisão do torneio em oito anos — marca que entra para o rol de feitos históricos da competição.
No recorte temporal citado pelos especialistas, apenas Peñarol (1960–1967) e Boca Juniors (2000–2007) chegaram a disputar cinco finais em oito anos. Naqueles ciclos, o Peñarol foi tricampeão e vice duas vezes; o Boca conquistou quatro títulos e acumulou uma derrota em final. Repetir esse padrão significaria manutenção de alto padrão continental pelo clube carioca.
Em termos históricos, o Flamengo busca sua sexta participação em final: tem quatro títulos e um vice até aqui. Em número de decisões disputadas o clube ainda fica atrás de São Paulo (seis) e Palmeiras (sete); o Boca segue como recordista, com 12 finais. A possibilidade de estar em mais da metade das finais de um período de oito anos destaca a consistência esportiva do time.
Além do ganho esportivo, a classificação tem reflexo direto nas contas do clube. O Flamengo já recebeu US$ 7,95 milhões (aproximadamente R$ 40,8 milhões) na campanha atual; a presença na decisão garantiria pelo menos mais US$ 7 milhões (R$ 35,3 milhões) — quantia suficiente para cobrir o rombo de R$ 16 milhões deixado pela eliminação precoce na Copa do Brasil. No Maracanã, portanto, vale tanto o prestígio quanto o alívio orçamentário.