O Flamengo chegou ao fim do prazo para inscrever reforços nas oitavas da Copa Libertadores e, salvo uma reviravolta de última hora, deverá entrar nos duelos contra o Cruzeiro sem nenhuma nova peça. A Conmebol permite até cinco alterações nas listas até o dia útil anterior ao início das oitavas; com o confronto marcado para 12 de maio, a janela se fechou nesta sexta-feira.

A diretoria, no entanto, mantém a negociação por Luiz Henrique, atacante do Zenit que figura há tempos no radar rubro-negro. A oferta gira em torno de 30 milhões de euros, mais até 5 milhões em bônus. A disputa entre pagar à vista ou parcelar em até três anos é o principal ponto de atrito nas tratativas — uma tentativa de conciliar ambição esportiva com restrições financeiras.

A indefinição em torno de Almada e o pedido explícito do técnico Leonardo Jardim por reforços para o meio e as pontas aceleraram a busca por alternativas. Com Samuel Lino rendendo como meia, o clube recalibrou prioridades, mas o fato é que o Cruzeiro já oficializou seis reforços, enquanto o Fla deverá ir a campo com o elenco conhecido, o que reduz opções táticas e aumenta a pressão sobre a comissão técnica.

Do ponto de vista administrativo, a incapacidade de fechar reforços a tempo — ou ao menos de apresentar uma solução de contingência mais clara — expõe limites de planejamento e aumenta o custo político interno. A negociação por Luiz Henrique, se avançar, terá impacto no projeto esportivo de médio prazo; caso o clube passe às quartas, a janela de inscrição será reaberta e a inclusão do atacante voltará a ser possível.