O jogo entre Independiente Medellín e Flamengo foi interrompido nas arquibancadas e cancelado pouco depois, em um episódio de violência que levou à suspensão imediata da partida. O clube carioca, representado pelo diretor José Boto, já sinalizou que espera o registro de W.O. pela Conmebol e a consequente atribuição dos três pontos, enquanto mantém sua programação e segue viagem para Porto Alegre.

A base jurídica apontada pelo Flamengo é o dispositivo disciplinar da Conmebol que prevê a atribuição do placar final em casos em que um clube é considerado responsável pela suspensão, abandono ou cancelamento da partida — historicamente traduzido em 3 a 0 para o adversário no futebol. Há precedentes recentes que embasam essa expectativa e ilustram as consequências para mandantes que não contiveram a violência.

Em 2025, por exemplo, a Conmebol declarou o Fortaleza vencedor por W.O. contra o Colo-Colo após invasão dos chilenos, com o registro do 3 a 0 e punições que incluíram jogos de portões fechados e restrições de torcida; naquele episódio também houve mortes fora do estádio. Outros casos extremos, como a eliminação do Independiente após confrontos com a Universidad de Chile e o cancelamento do Boca x River em 2015 por ataque a jogadores visitantes, mostram que a entidade já aplicou soluções variadas conforme as responsabilidades apuradas.

Do ponto de vista esportivo, um W.O. mudaria diretamente a tabela do grupo e evita que o Flamengo precise buscar os pontos em campo; institucionalmente, abre-se também caminho para multas, partidas sem público e outras sanções ao Independiente Medellín caso seja responsabilizado. A Conmebol terá de analisar imagens, relatórios e laudos para decidir se segue os precedentes ou adota penalidades alternativas — até lá, o clube rubro-negro segue na condição de interessado em máxima pontuação.