O Flamengo apresentou recurso junto à Conmebol contestando a escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal disputada no Maracanã. A estratégia jurídica do clube se apoia em decisões anteriores da entidade sul-americana para tentar transformar a eliminação em anulação do resultado e, assim, avançar à final do torneio.
Nos argumentos levados à Conmebol, o clube cita precedentes em que partidas tiveram resultados alterados por irregularidades na documentação ou na inscrição de atletas. Entre os casos citados estão a punição à Chapecoense, em 2017, pelo impedimento de jogo de um zagueiro; a reclamação do San Lorenzo contra o Deportes Temuco, envolvendo Jonathan Requena; e, de modo mais conhecido, a decisão de 2018 que alterou o resultado entre Santos e Independiente por conta da situação de Carlos Sánchez. Há ainda menção a uma queixa acolhida em 2019 pelo Defensor Sporting.
Esses julgados mostram que a Conmebol, em circunstâncias específicas, já mudou resultados e aplicou punições que afetaram classificações. Para o Flamengo, os precedentes servem para sustentar a tese de que regras de inscrição e suspensão devem ser aplicadas de maneira homogênea — e que uma eventual irregularidade pode ter consequências diretas na tabela e no avanço às fases finais.
Se a reclamação for acolhida, o impacto vai além do campo: haverá revisão de calendário, alteração de adversários na final e uma nova pressão institucional sobre a Conmebol para justificar a decisão. Se rejeitada, o caso tende a aumentar o sentimento de injustiça entre torcedores e alimentar discussões sobre transparência e comunicação da própria entidade. A decisão final ainda depende do trâmite interno na Conmebol e da interpretação dos regulamentos.