O Flamengo chega às semifinais da Copa Libertadores com um problema prático: perdeu Arrascaeta, que fraturou o punho esquerdo, e terá Jorginho de fora por suspensão após a expulsão diante do Independiente del Valle. Com Evertton Araújo também lesionado, Leonardo Jardim precisará redesenhar o meio-campo para os duelos contra o Estudiantes, agendados entre 15 e 22 de outubro.

A opção mais comentada é Lucas Paquetá. Contratação de peso do clube, ele pode assumir a função de meia armador ou ser recuado como volante com liberdade para chegar ao ataque. O dilema é claro: usar Paquetá na criação pode acrescentar qualidade técnica, mas também deixa dúvidas sobre o equilíbrio defensivo que Jorginho costuma dar.

Samuel Lino surge como alternativa que já rendeu resultados: atuou bem como camisa 10 durante a intertemporada e em partidas após a Data Fifa. A escolha, porém, tem custo — retirá-lo da posição em que vem se destacando pode enfraquecer outras áreas do time. Já Jorge Carrascal, contratado com a expectativa de substituir Arrascaeta, é opção natural para reassumir o papel de articulador, embora ainda precise manter consistência.

A decisão de Jardim não é apenas tática: pesa na construção da equipe para partidas decisivas da Libertadores. O treinador terá de equilibrar criatividade e proteção ao setor mais exposto, sem comprometer o rendimento coletivo. Escolhas erradas podem reduzir o poder ofensivo ou expor o meio-campo, e o calendário curto limita experiências antes do confronto com o Estudiantes.