O Flamengo voltou da Argentina com um resultado que expõe um problema prático: o 0 a 0 com o Estudiantes, em La Plata, foi a primeira partida do clube sem finalizações certas ao gol adversário em dois anos. A ocorrência remonta ao empate sem gols com o Corinthians pela Copa do Brasil de 2024 — naquela ocasião houve expulsão e mudança no desenho tático, circunstância que não se repetiu desta vez.
Após o jogo, o técnico Leonardo Jardim reconheceu que o time não criou como queria e atribuiu parte do desempenho à solidez defensiva do Estudiantes, às sucessivas disputas e faltas no meio-campo e a uma arbitragem que só passou a punir com cartões mais tarde. Jardim também lembrou do empate por 1 a 1 entre as equipes na fase de grupos, no mesmo estádio, e projetou um Flamengo com mais qualidade para a decisão no Maracanã.
O empate mantém a vaga aberta para a partida de volta, mas lança dúvidas sobre a capacidade ofensiva do elenco rubro-negro em partidas decisivas fora de casa. A cobrança é direta para o setor de criação: sem chutes que levem perigo, a equipe dependerá muito de ajustes táticos e de um Maracanã mais atuante para reverter o quadro. O confronto de ida com Estudiantes terminou com ambos os times com 11 em campo — diferença clara para o 0 a 0 com o Corinthians em 2024, quando a expulsão mudou a dinâmica.
Antes da decisão continental, o Flamengo volta ao Brasileirão no domingo contra o Bahia, às 18h30 (de Brasília), na Arena Fonte Nova; já a segunda partida pela Libertadores é na próxima quinta, às 21h30, no Maracanã. Jardim aposta em melhora, mas o resultado em La Plata aumenta a pressão: é no Rio que o time precisa provar que criou mais do que justificativas e que tem respostas concretas para avançar à final em Montevidéu.