O Flamengo encerrou o primeiro prazo de inscrições da Copa Libertadores sem registrar novas contratações. Com isso, o time terá de enfrentar o Cruzeiro nas oitavas com o elenco já disponível, uma situação que provocou frustração pública do técnico Leonardo Jardim. A diretoria, representada pelo diretor de futebol José Boto, não conseguiu efetivar nenhum dos três alvos anunciados.
A negociação por Thiago Almada desandou depois de declarações de Boto que desgastaram a relação com o estafe do jogador; o River Plate reagiu rápido e fechou o meia. Em outra frente, a tentativa por Luiz Henrique também não avançou: a oferta rubro-negra, na casa dos 30 milhões de euros mais bônus, excedeu o teto de 25 milhões definido internamente e foi recusada.
O conjunto de fracassos elevou o desgaste sobre Boto dentro do Ninho do Urubu. Críticas à condução do mercado ganharam eco em programas e nas redes, e a estratégia de aguardar movimentos — defendida publicamente pelo presidente Bap no início da janela — acabou encurtando opções. Jardim havia indicado necessidade em meia, ponta e centroavante; as seguidas baixas por lesão tornam a carência mais aguda.
Politicamente, a diretoria precisará dar respostas rápidas: sem reforços, o clube perde margem de manobra esportiva e expõe a fragilidade do planejamento de mercado. A capacidade de recuperação de Jardim será testada já nas próximas semanas, e a diretoria enfrenta a urgência de esclarecer limites orçamentários e ajustar a estratégia antes da segunda parte da janela.