O Flamengo tem até as 18h desta sexta-feira para regularizar e inscrever novos jogadores para as oitavas da Copa Libertadores, confronto que terá o Cruzeiro como adversário. A diretoria ainda não anunciou reforços e a negociação por Thiago Almada, principal alvo do clube, se arrasta há semanas. Com o rival mineiro já ativo no mercado — trazendo seis peças — a possibilidade de o técnico Leonardo Jardim encarar os dois jogos sem reforços palpáveis aumenta a pressão sobre a gestão.
O histórico recente mostra que o clube adotou diferentes caminhos nas fases mata-mata. Em 2025, o Flamengo investiu em cinco contratações e as usou nas oitavas; em 2024, apenas Carlinhos e promessas da base foram inscritos nessa etapa; em 2023 houve três registros antes da eliminação para o Olimpia; e em 2022 não houve novas inscrições nas oitavas, ano em que o time terminou campeão. Também é factual que em 2021 e 2020 a diretoria não formalizou aquisições para as oitavas, enquanto 2019 e 2018 registraram quatro e três novidades, respectivamente.
Além do cenário histórico, há efeitos práticos: jogadores só poderão ser incluídos novamente na lista se o clube avançar às quartas, o que restringe opções imediatas de alteração do elenco titular. O Cruzeiro, por sua vez, já anunciou contratações como Rojas, Zé Lucas, Lucho Rodríguez, Wesley, João Costa e o meia Gabriel Pec (lesionado na estreia), deixando claro que o adversário reforçou o grupo para o mata-mata.
A imagem que se desenha é de risco político e esportivo. A decisão da diretoria — optar por aguardar ou acelerar contratações — terá impacto direto na avaliação interna e externa do projeto. Se nenhum nome for regularizado, Jardim terá de buscar soluções com o atual elenco, e a direção verá aumentar a cobrança por resultados e capacidade de planejamento em janelas futuras.