O Flamengo venceu o Vitória por 2 a 1 no Maracanã, em partida de ida pela Copa do Brasil, mas o resultado acabou ofuscado por duas ações de braço de jogadores rubro-negros que motivaram protestos da equipe baiana. No primeiro lance, envolvendo Luiz Araújo e Ramon, o comentarista de arbitragem PC Oliveira avaliou que o choque foi um movimento natural de jogo e não justificou punição.

No segundo tempo, entretanto, o episódio com Saúl e o lateral Caíque Gonçalves gerou discordância mais forte. PC Oliveira disse, no programa Troca de Passes, que o braço de Saúl atingiu o rosto do adversário e tinha intensidade suficiente para expulsão, ressalvando que o árbitro Anderson Daronco tinha imagem favorável, mas a ação ultrapassou a proteção corporal e configurou cartão vermelho.

Também no segundo tempo houve análise de um lance dentro da área do Vitória envolvendo Arrascaeta e Ramon, que o comentarista considerou não passível de pênalti, por ocorrer em sequência de contato maior entre os atletas. As interpretações do painel de arbitragem reacendem o debate sobre a atuação do VAR e sobre critérios de revisão em lances com potencial para mudar o jogo.

A disputa agora segue para o Barradão, em 14 de maio, quando o Vitória precisará vencer por um gol de diferença para levar a decisão às penalidades. Antes, o time baiano encara o Athletico-PR pelo Brasileirão. Do lado rubro-negro, a vitória deixa encaminhada a sobrevivência na competição, mas a controvérsia com Saúl pode alimentar desgaste do tema arbitragem nas próximas rodadas.