A Comissão Disciplinar da Conmebol analisa se o Independiente Medellín será responsabilizado pela suspensão e pelo posterior cancelamento da partida contra o Flamengo. Pelo artigo 24.2 do Código Disciplinar da entidade, a equipe considerada responsável pode sofrer a determinação do placar final por W.O., o que no futebol resulta em triunfo de 3 a 0 para o adversário.

Se o W.O. for confirmado, o Flamengo alcançaria 10 pontos na chave, cenário que dificulta a ultrapassagem do Medellín: o time colombiano tem quatro pontos e ainda pode chegar a 10, mas perde no critério de confrontos diretos — os rubro-negros venceram os dois encontros entre as equipes. O Estudiantes, porém, pode somar até 12 e mantém a chance de superar o líder, de modo que um empate do Flamengo contra os argentinos, no Maracanã, garantiria a primeira posição, desde que a Conmebol valide o W.O.

O cancelamento seguiu episódios de violência: membros de organizadas chegaram ao estádio com o rosto coberto, houve lançamento de bombas e sinalizadores ao gramado, princípio de incêndio nas arquibancadas e invasão de torcedores que derrubaram grades. A partida foi interrompida pouco depois do início e o prazo prudencial de espera de 45 minutos previsto pela entidade foi ultrapassado antes do anúncio oficial do cancelamento. A Conmebol citou "falta de garantia de segurança" em nota.

Além do impacto direto na tabela, o caso levanta perguntas institucionais sobre responsabilidade do clube anfitrião, segurança em estádios e a capacidade de organização local. A decisão disciplinar pode acarretar punições ao Medellín e alterar o desenho da chave; no plano prático, o Flamengo já seguiu viagem à Argentina e ao Brasil — com entrevista coletiva agendada para esclarecer postura do clube — enquanto aguarda o desfecho que definirá, de fato, seu caminho na Libertadores.