Flávia Saraiva foi a principal atração do último dia do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A ginasta do Flamengo venceu duas finais — na trave e no solo — e recebeu dos torcedores aplausos pela combinação de técnica e expressão. No solo, sua coreografia foi embalada por um mix que incluiu "Asa Branca" e "Homem com H".
Na trave, Flávia cravou a maior nota da final, 13.866, e levou o ouro. A prata ficou com Gabriela Barbosa, do Pinheiros, que marcou 13.266, enquanto Gabriela Vieira, também do Flamengo, completou o pódio com 13.100. A performance de Flávia destacou-se pela dificuldade dos elementos e pela estabilidade em passagens que costumam definir resultados nas finais.
No solo, a vitória veio com 13.833 — mesma nota com que a japonesa Sugihara Aiko havia sido campeã mundial na edição anterior — o que reforça o status de Flávia como candidata séria a brigar por medalha no Mundial de outubro, na Holanda. Júlia Coutinho, do Flamengo, ficou com a prata (13.266) em apresentação ao som de "Maria, Maria", e Hellen Silva, também rubro-negra, levou o bronze com 13.200.
As finais masculinas também tiveram momentos de destaque. A barra fixa registrou empate técnico entre Arthur Nory e Diogo Paes, ambos do Pinheiros, com 13.966; Nory levou o ouro no critério de desempate, e Patrick Correia ficou com o bronze (13.666). Caio Souza, do Minas Tênis Clube, sobrou nas barras paralelas e faturou o ouro com 13.966. Johnny Oshiro e Dreick Goulart completaram pódios em outras provas, e Yuri Guimarães conquistou o salto com média 14.133. O quadro do fim de semana confirma a força de clubes como Flamengo e Pinheiros e acende expectativas para o desempenho brasileiro no calendário internacional.