Hansi Flick não poupou elogios a Raphinha após o hat‑trick que virou o jogo do Barcelona sobre o Sevilla. O desempenho do brasileiro, usado mais adiantado, intensificou nos bastidores a certeza de uma renovação contratual que o clube ainda não anunciou oficialmente, mas que membros da direção, como Deco, já trataram como iminente em eventos com sócios.

Desde que chegou ao Camp Nou, em 2022, Raphinha nunca teve uma temporada com menos de 20 participações diretas em gols. A sua melhor marca, registrada em 2024/25, foi de 34 gols e 22 assistências. Nesta fase inicial da nova temporada, os números são ainda mais expressivos: 14 gols e três assistências em oito jogos, alimentando a opção tática de Flick por um 'centroavante de mobilidade'.

A mudança de função ocorre num momento de rearranjo ofensivo: saídas de Robert Lewandowski e Ferrán Torres abriram espaço, e a chegada de Gabriel Jesus tem sido dosada — o nigeriano, com dois gols em quatro partidas, ganha ritmo gradualmente. Flick justificou a escolha por Raphinha com elogios ao trabalho sem bola e à capacidade de se conectar com a torcida e o elenco.

Além do alívio financeiro e esportivo que uma renovação representa para o clube, o desempenho reacende uma questão prática para a seleção brasileira: por que o mesmo rendimento não se repete com a camisa do Brasil? A resposta envolve função tática e enquadramento coletivo, e volta ao centro do debate sobre como extrair do atacante o máximo que já se vê em LaLiga.