O Barcelona venceu o Betis por 3 a 1 na 37ª rodada e viveu, no Camp Nou, a despedida de Robert Lewandowski, que não renovará contrato ao fim da temporada. O camisa 9 começou entre os titulares, teve atuação discreta — com destaque em um lance nos 37 minutos do segundo tempo — e deixou o campo substituído, sob aplausos de pé da torcida. A partida virou cenário de agradecimentos e emoção em uma noite que fechou o ciclo do polonês no clube.
Hansi Flick, em coletiva, ressaltou a relação próxima entre o centroavante e a instituição: lembrou a convivência de anos, a importância do jogador dentro e fora de campo e agradeceu o profissionalismo do atleta. O técnico admitiu, porém, o desafio claro que a saída impõe ao planejamento esportivo: "não será fácil substituí-lo" — uma constatação sobre a combinação rara de faro de gol e entrosamento que Lewandowski ofereceu ao time.
Nos bastidores, a direção já trabalha opções. Segundo a imprensa espanhola, João Pedro, do Chelsea, aparece como principal alvo e contatos iniciais foram abertos. A negociação, ainda em estágio inicial, teria custos estimados em torno de 100 milhões de euros entre preço fixo e bônus, e esbarra na postura rígida do clube inglês, sem desejo declarado de vender. Outro nome ventilado é o de Julián Álvarez, do Atlético de Madri, alvo também de PSG e Arsenal, o que amplia a concorrência.
A saída de um centroavante de alto padrão impõe ao Barcelona uma equação dupla: encontrar um finalizador que se adapte rápido ao sistema de jogo e ao mesmo tempo lidar com limitações orçamentárias e rivalidade no mercado. A necessidade de gols é imediata, mas o custo e a disputa por alvos podem forçar ajustes na estratégia esportiva e financeira do clube, elevando a pressão sobre diretoria e departamento de futebol nas próximas janelas de transferência.