A derrota por 4 a 3 para o Bayern de Munique nas quartas de final da Liga dos Campeões acelerou uma revisão interna no Real Madrid e colocou Vinícius Júnior no centro do debate. Em resposta às críticas, o presidente Florentino Pérez assumiu o comando da situação e pediu que deixem o atacante sob sua responsabilidade.

Relatada pelo Marca, a posição da diretoria é enfática: Vinícius é visto como patrimônio do clube e a renovação de contrato é tratada como caminho natural. Florentino mantém confiança total no jogador, mesmo diante da queda de rendimento nesta temporada, e a relação pessoal entre ambos — reforçada pelo apoio público nos episódios de racismo — pesa no respaldo ao camisa 7.

A análise interna também apontou erros na condução do projeto: a escolha de Xabi Alonso e a antecipação da promoção de Álvaro Arbeloa foram reconhecidas pelo presidente como equívocos relevantes. Há ainda reclamações sobre a gestão do elenco: contratações caras que pouco jogaram — Álvaro Carreras (cerca de R$ 270 milhões), Dean Huijsen (R$ 337 milhões) e Franco Mastantuono (R$ 243 milhões) — e a necessidade frequente de recorrer à base em momentos decisivos.

O gesto de Florentino tem efeito prático e simbólico: blindar Vinícius sinaliza continuidade e dá ao presidente maior protagonismo na reformulação. Ao mesmo tempo, aumenta a pressão para que a direção esportiva e a comissão técnica transformem investimentos em escalação e resultados concretos, sob o risco de ampliar a percepção de desalinhamento entre gastos e aproveitamento em campo.