Florentino Pérez entrou de vez na campanha pela presidência do Real Madrid ao prometer, se reeleito no domingo 7 de junho, tentar a contratação de um jogador por 150 milhões de euros (cerca de R$ 886 milhões). O mandatário não divulgou o nome do alvo, mas disse que será um meio-campista ou atacante e que a negociação começará com conversas entre clubes.

O presidente descartou alguns alvos ventilados pela imprensa: ‘Olise é um ótimo jogador, mas ele não é ele’, afirmou, negando também que o foco seja Haaland ou um nome da Premier League. Pérez repetiu a intenção de usar a contratação como motor de entusiasmo para a torcida — definição que serve também ao seu discurso eleitoral.

Além da promessa milionária, Pérez adiantou três nomes que estariam acertados em caso de vitória: o lateral Denzel Dumfries, vindo da Inter de Milão, o zagueiro Ibrahima Konaté e o técnico José Mourinho. A comissão eleitoral validou as chapas de Pérez e do empresário Enrique Riquelme; o pleito será o primeiro com disputa desde 2006 e envolve mais de 90 mil sócios aptos a votar.

O anúncio reúne tom eleitoral e promessa esportiva: vender grande contratação como ferramenta de mobilização é estratégia clássica em campanhas de clubes. Resta saber se a oferta de 150 milhões será viável nas conversas entre clubes e se a narrativa de 'gerar entusiasmo' será suficiente para decidir um pleito que marca o fim de duas décadas sem disputa real pela presidência do Real.