O Fluminense chega a Mendoza com um duplo desafio: avançar na Libertadores e, nos bastidores, levantar nomes para a vaga aberta depois da demissão de Luis Zubeldía, anunciada na última quinta-feira. A avaliação de perfis está em estágio inicial — um procedimento rotineiro do departamento de análise e desempenho —, mas não há pressa para sacramentar uma escolha.
A direção tentou transformar a mudança em um estímulo imediato: dois dias após a demissão, o time reagiu e venceu o Palmeiras por 3 a 2 no Maracanã, depois de sair atrás duas vezes. Esse contexto deu margem para que Marcão, interino, recebesse respaldo interno e também apoio da torcida em momento de pressão, reforçando a opção por manter estabilidade até a partida decisiva.
O clube tomou cuidado explícito para blindar o elenco e evitar vazamentos que possam dispersar a atenção dos jogadores. A delegação que viajou a Mendoza tem presença da alta direção — o presidente Mattheus Montenegro, o vice-geral Ricardo Tenório, o diretor-geral Mário Bittencourt, o diretor executivo de futebol Paulo Angioni e o coordenador administrativo Marcelo Penha —, sinal de que a questão do comando técnico segue na agenda com prioridade.
A decisão sobre um novo treinador tende a avançar apenas após o confronto de volta contra o Independiente Rivadavia, que ocorre às 19h (de Brasília) no estádio Malvinas Argentinas, depois do empate por 0 a 0 na ida. A postura oficial é cautelosa: evitar uma contratação precipitada num mercado com poucas opções livres e preservar o ambiente para garantir a classificação antes de iniciar um processo seletivo definitivo.