O Fluminense venceu o líder Palmeiras por 3 a 2 na 23ª rodada do Brasileirão em partida de reação e altos e baixos. O triunfo veio por mérito do setor ofensivo: Guga voltou a ser decisivo no pênalti de defesa e participação nos lances, Hulk teve movimentação e presença de área, Ganso apareceu como criador ao reassumir a função de articulação, e Cano foi protagonista ao marcar o gol que garantiu os três pontos.
O jogo também expôs fragilidades defensivas que precisam ser corrigidas. Um dos zagueiros teve dificuldades ao sair na marcação e contribuiu para os dois gols sofridos, com falhas de cobertura em lances aéreos. A recomposição da lateral direita, com Renê mais recuado, ajudou a equilibrar, e Canobbio apareceu como alternativa importante pelo setor ofensivo, mas os erros individuais quase custaram caro diante de um adversário que pressiona alto.
A leitura tática do técnico surtou efeito no ataque: bancar Ganso fez o time ganhar ligações verticais e criar mais do que em partidas recentes, mesmo com o meia sem os 90 minutos por falta de sequência. Em campo, o Fluminense soube explorar os cruzamentos e a bola aérea — estratégias que resultaram em assistência e chances claras. Houve também momentos de cuidado: um corte errado quase gerou gol contra e Rabello precisou deixar o jogo no segundo tempo por dores no ombro, reduzindo opções defensivas.
No conjunto, valeu pelos três pontos diante do líder e pela recuperação da capacidade criativa do time, que voltou a incomodar em transição. Ao mesmo tempo, as falhas na defesa e a lesão de peças importantes são sinais de alerta para a próxima sequência de jogos: manter o nível ofensivo será vital, mas sem ajustes defensivos o Fluminense corre risco de desperdçar atuações positivas em confrontos decisivos.