O Fluminense saiu de Mirassol com derrota por 1 a 0 e um desempenho que deixou mais perguntas do que respostas. O time teve um ponto de brilho individual: o goleiro fez quatro defesas importantes, segurando cabeceios de Alesson e Daniel Borges, um arremate de Denílson após erro na saída e, no segundo tempo, uma cobrança de falta no canto. Não teve culpa no gol sofrido, mas evitou um placar mais elástico.

No entanto, a defesa mostrou falhas que custaram caro. Samuel Xavier errou ao não afastar a bola na origem do gol e novamente teve dificuldades nas disputas aéreas. Jemmes, por sua vez, foi inconsequente na saída e acabou envolvido em lances de risco; teve ainda uma queda polêmica na área que chegou a ser sancionada como pênalti antes do VAR anular. A fragilidade nas coberturas e no jogo aéreo foi evidente.

O meio-campo e o ataque, que deveriam ditar o ritmo, passaram em branco. Jogadores de criação apareceram apagados, com dribles e finalizações isoladas que não ameaçaram o goleiro adversário — e alguns erros de passe abriram contra-ataques perigosos. Substituições como a entrada de Hércules e Cano não trouxeram a dinâmica necessária; o setor ofensivo não finalizou com direcionalidade e faltou presença na meia-lua para definir jogadas.

A leitura técnica aponta também para escolhas do treinador que não surtem efeito neste momento: optar por poupar atletas e ajustar peças no mesmo jogo deixou o time sem agressividade nem fluidez. Mais do que uma derrota pontual, a apresentação expôs carências táticas e de elenco que Zubeldía precisa resolver com urgência para evitar desgaste maior nas próximas rodadas.