O Fluminense viu escapar a vantagem construída com gol de Castillo e acabou derrotado pelo Santos por 2 a 1 no Maracanã, em partida válida pela 31ª rodada do Brasileirão. A virada teve participação direta de Coutinho, e o goleiro tricolor, apesar de defesas importantes no fim, não evitou a derrota. O resultado foi suficiente para completar a terceira derrota consecutiva do time em casa, um sinal de instabilidade que pesa na reta final da competição.

Individualmente, as avaliações foram duras: nomes como Samuel Xavier, Canobbio e Hulk foram apontados entre os piores na partida, enquanto Castillo e alguns defensores tiveram momentos de rendimento que não foram suficientes para segurar o adversário. Lucho Acosta participou bem do primeiro tempo e cobrou o escanteio do gol, e o arqueiro do Flu fez defesas milagrosas, mas o desempenho coletivo caiu na etapa final e expôs falhas de compactação e atenção na marcação do segundo gol santista.

A opção de Marcão por usar peças de rotação voltou a gerar questionamentos. Soteldo e Canobbio, escalados desde o início, tiveram atuação aquém do esperado e não conseguiram desequilibrar; as substituições no segundo tempo também não mudaram o panorama. O próprio técnico não foi responsabilizado por um 'cochilo' isolado, mas a leitura técnica indica falta de alternativas táticas efetivas e escolhas que não surtiram efeito diante de um adversário aguerrido.

Mais do que três pontos perdidos, a sequência de resultados negativos no Maracanã acende a necessidade de reação imediata. O Fluminense precisa corrigir falhas na transição defensiva e recuperar consistência dos titulares para evitar que o desgaste cresça e transforme uma fase ruim em perda de rumo na competição.