O empate por 2 a 2 com o Vitória, salvo por Serna nos acréscimos, não disfarça o problema: no Maracanã o Fluminense deixou escapar uma vitória que poderia ter recuperado a confiança da torcida. O ponto conquistado mascara uma atuação que desmoronou quando mais importava, e o resultado cobra o preço de uma sequência defensiva frágil.

A equipe tricolor controlou o jogo até os 18 minutos do segundo tempo, quando um pênalti cometido por Alisson alterou a dinâmica. O Vitória cresceu, virou e obrigou o Fluminense a entrar em um modo de desespero que abriu ainda mais as portas para erros. Só nos acréscimos o clube evitou a derrota, com Serna chegando para empatar.

O contraste é claro: apesar de ter o segundo melhor ataque do campeonato, o time vive um momento defensivo alarmante. Foi vazado em 10 dos últimos 12 jogos e sofreu sete gols nos quatro compromissos mais recentes. Zubeldía reconhece a perda de segurança do grupo e admite que as falhas em bolas paradas e na organização defensiva pesam: alternativas ofensivas têm funcionado, mas não compensam a instabilidade na retaguarda.

Há, ainda, pontos positivos individuais. John Kennedy é a referência: 11 gols na temporada, a um do seu melhor rendimento com a camisa tricolor, e vice-artilheiro do Brasileirão com sete. Mas a fragilidade defensiva deixa em suspenso o real potencial do time em competições que se aproximam. As decisões na Copa do Brasil e na Libertadores serão o teste definitivo para transformar volume ofensivo em resultados consistentes — ou acentuar o desgaste de um elenco que precisa recuperar confiança e corrigir erros.