O Fluminense teve o controle do jogo, mas saiu do Maracanã derrotado por 2 a 1 para o Palmeiras na partida de ida da semifinal da Libertadores. Diante de quase 70 mil torcedores, o time tricolor sustentou a posse e foi superior em boa parte do confronto, mas não transformou domínio em oportunidades claras e acabou punido em transições rápidas do adversário.
O capitão Thiago Silva reconheceu a atuação positiva em termos de controle, mas cobrou mais agressividade no último terço. Segundo ele, a equipe deixou a desejar na hora de concluir as jogadas e foi obrigada a lidar com um setor defensivo palmeirense forte, especialmente nas bolas aéreas — ironicamente, o gol do Flu saiu em cobrança pelo alto. As falhas nos contra-ataques custaram caro: dois gols em saídas rápidas do rival decidiram o placar.
Os números do jogo reforçam a queixa: o Flu teve amplo domínio de posse (cerca de 70% no primeiro tempo e média semelhante na partida), mas finalizou pouco e desperdiçou chances com jogadores como Canobbio e Hulk. No segundo tempo, a equipe sentiu o cansaço e criou ainda menos; o gol de Wesley Natã nos minutos finais manteve a equipe viva, mas foi insuficiente para evitar a desvantagem na soma dos resultados.
Marcão admite falta de efetividade e segue confiante na classificação, mas o retrato do jogo indica ajustes necessários para a partida de volta em São Paulo: converter posse em profundidade, proteger melhor o espaço nas saídas e melhorar a eficiência nas conclusões. O Fluminense volta a enfrentar um teste prático quanto à capacidade de reagir em campo — e tem pouco tempo para transformar controle em resultado.