O Fluminense voltou do Paraná com um empate diante do Operário-PR na partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil, em uma atuação marcada pela pouca criatividade ofensiva e por desempenhos irregulares. Entre os piores avaliados da noite estão Otávio, Serna, Canobbio e Renê — atletas que não conseguiam transformar posse em chance clara. O goleiro teve uma defesa importante em arremate de Boschilia no início do segundo tempo, mas, de resto, sofreu pouca exigência e não foi suficiente para compensar a ineficácia do setor ofensivo.
A equipe sentiu a perda precoce de Martinelli, que saiu lesionado após poucos minutos, e jamais achou ritmo na etapa inicial. Renê se resguardou defensivamente para conter as investidas do adversário e pouco acrescentou ao ataque; os cruzamentos, quando surgiram, tiveram baixa precisão. O centroavante passou boa parte do jogo isolado, recebendo poucas linhas de passe e enfrentando marcação concentrada, o que limitou muito as opções ofensivas. No meio, houve presença física, mas falta de decisão rápida — justamente o ponto em que o técnico cobrou mudanças em campo.
As substituições de Zubeldía, no entanto, trouxeram algum alento: Arana entrou com intenção de verticalizar e Castillo ofereceu perigo nas bolas paradas e em cruzamentos que quase resultaram em gol. Houve, ainda, um cartão amarelo tático logo no início do segundo tempo por uma falta evitável, e um estreante que não comprometeu, participando mais do trabalho defensivo do que da criação. O saldo prático é que as trocas evitaram uma derrota, mas não solucionaram o problema de criar e concluir oportunidades com qualidade.
O empate fora deixa o confronto aberto, mas com um sabor de frustração para quem espera protagonismo de um time que precisa dominar jogos de mata-mata. A equipe terá de ajustar a dinâmica ofensiva, melhorar a precisão dos cruzamentos e oferecer mais alternativas ao centroavante se quiser encarar a partida de volta com confiança. A margem de erro em mata-mata é pequena; ontem, o Fluminense mostrou que tem o material, mas falta encaixar o repertório ofensivo em momentos decisivos.