O Fluminense estreou nas oitavas da Libertadores com um 0 a 0 que acentuou insatisfação no Maracanã. A partida, marcada por intensidade baixa e pouca objetividade no último terço, terminou com vaias e xingamentos direcionados ao técnico Luís Zubeldía — reação que espelha a frustração de uma torcida que esperava mais jogadas de risco e finalizações com perigo.
Zubeldía reconheceu o desgaste da equipe em campo e relativizou a atuação: admitiu que o time teve posse, mas sem efetividade para incomodar um rival que, segundo ele, tem sido um adversário duro — já enfrentado três vezes nesta Libertadores. Apesar das críticas, o treinador manteve a confiança no elenco e afirmou crer na capacidade do grupo para buscar a classificação na Argentina.
No diagnóstico tático, o treinador apontou imprecisão nas situações de ataque e falta de aceleração no último terço. As substituições não resolveram o problema: o time seguiu com dificuldade para furar a organização defensiva do Independiente Rivadavia e não explorou contragolpes ou bolas paradas com eficiência. A preocupação foi compartilhada por líderes do elenco, que já admitiram uma fase abaixo do esperado.
Além do desconforto gerado pelo resultado, há agenda pesada: o Fluminense volta ao Campeonato Brasileiro contra o Palmeiras antes de viajar para o jogo de volta nas oitavas. A igualdade deixa a decisão aberta e amplia a cobrança sobre o técnico e jogadores — a afirmação de confiança de Zubeldía só terá efeito se o time conseguir transformar posse em chances reais fora do Maracanã.