O Fluminense encerra a primeira metade da temporada com a janela de transferências como pauta central: a abertura após a Copa do Mundo deve ser decisiva para o desenho do elenco que disputará a fase final do ano e para o balanço financeiro do clube. O jogo deste domingo contra o Cruzeiro marca o ponto de partida para um planejamento no qual saídas serão tão relevantes quanto chegadas.
Entre os nomes em destaque está Ganso. Segundo a direção, o meia pediu para não ser utilizado no Brasileirão e foi cortado das últimas convocações, tendo recebido autorização para negociar com outros clubes — situação que aumenta a tendência de saída nas próximas semanas. Cano, aos 38 anos, aparece em posição semelhante: com poucas chances recentes e contrato até o fim de 2026, o argentino pode assinar pré-contrato com outro time no meio do ano e tende a perder espaço com a chegada prevista de reforços ofensivos.
Na defesa, Igor Rabello, que chegou na reta final de 2025, teve apenas seis jogos pelo clube e vive momento de poucas oportunidades apesar de elogios da comissão técnica. No meio-campo, Otávio passou por fase de utilização, mas voltou à reserva e não atua há mais de um mês; já recebeu sondagens e pode buscar alternativa. Riquelme, promessa de 19 anos, tem participação esporádica e surge como opção para empréstimo ou venda, especialmente diante da necessidade do clube de equilibrar contas.
Samuel Xavier perdeu a titularidade para Guga, segue sendo aproveitado de forma pontual e tem mercado para buscar vaga de titular em outro time, embora a permanência até o fim de 2026 seja ainda possível. No conjunto, as possíveis saídas refletem escolhas técnicas e fiscais que o Fluminense precisará conciliar: reduzir a folha, preservar competitividade e ajustar o elenco para a reta final do calendário.