O Fluminense voltou da pausa da Data Fifa com uma atuação que fazia justiça ao retorno: 4 a 0 sobre o Coritiba, no Maracanã, em partida da 29ª rodada do Brasileirão. Sob o comando de Marcão, o time impôs ritmo do início ao fim e transformou ausências — Renê, Canobbio, Soteldo e a suspensão de Nonato — em oportunidade. Savarino, acionado como opção, respondeu com três gols e recebeu a ovação da torcida, presente em número reduzido na arquibancada.
A leitura tática explica boa parte do resultado. Savarino atuou pelo lado esquerdo e não foi apenas finalizador: ajudou a compactar o meio e alimentar a pressão alta que manteve o Coritiba no seu campo. O domínio se traduz nas estatísticas: 65% de posse de bola e 17 finalizações contra cinco dos visitantes. Os paranaenses, treinados por Fernando Seabra e hoje na nona posição, ofereceram poucas respostas — a cobrança de falta de Josué que explodiu na trave e um lance de escanteio no fim foram exceções, não a regra.
Mesmo com o placar elástico, o jogo deixou recados ao treinador. Erros individuais, citados na partida como equívocos de Serna e de Hulk, reduziram a chance de um resultado ainda mais amplo; ao mesmo tempo, a entrada de reservas trouxe soluções: Wesley Natã, do sub-20, teve minutos de destaque ao participar de jogada que terminou em finalização de Lucho. Esses sinais reforçam a profundidade do elenco e alimentam um dilema positivo para Marcão sobre rodagem e escalação nas próximas decisões.
No calendário, a vitória tem impacto direto. Além de coroar uma retomada convincente após a paralisação, o desempenho aumenta o ânimo para o clássico com o Flamengo e chega na véspera da decisão contra o Palmeiras pela Libertadores. Ainda que não se deva desvalorizar o adversário — o Coritiba esteve próximo do G-4 nas rodadas recentes —, o Flu mandou um recado claro: há alternativas ofensivas viáveis e um nível de entrosamento que pode fazer falta aos rivais nas partidas decisivas que se avizinham.