O Fluminense viu no Maracanã uma reação contrária à apresentada nas últimas semanas: perdeu por 2 a 1 para o Independiente Rivadavia e sofreu vaias intensas da própria torcida, que gritou "time sem vergonha" e direcionou cobranças ao presidente do clube. O resultado encerra uma sequência de 22 jogos sem derrota em casa e põe fim a uma invencibilidade de cinco anos em jogos da Libertadores no Rio de Janeiro.
O goleiro Fábio não tentou blindar o vestiário e deu razão aos torcedores. Ele explicou que a virada argentina nasceu de uma sucessão de decisões rápidas e perdas de bola: saiu da área para tentar cortar, a bola voltou em sequência e, em mais um rebote, Álex Arce aproveitou para marcar o segundo. O arqueiro descreveu o lance como erro coletivo e como fruto de tomadas de decisão em alta velocidade, em vez de um único erro isolado.
Na leitura dos jogadores, a perda de controle da posse e a falta de tranquilidade pesaram. O lateral Arana apontou que o time acelerou demais após os 35 minutos do primeiro tempo e passou a tomar decisões precipitadas com a bola no pé. O resultado amplia o incômodo: o Fluminense soma apenas um ponto no Grupo C, está em terceiro e chega a quatro partidas sem vitória, pressionado por adversos imediatos na tabela e pela insatisfação da torcida.
O amanhã do clube na competição fica mais estreito. A combinação de tropeços em casa, protestos direcionados à diretoria e falhas defensivas evidencia um problema de consistência que precisa ser corrigido rápido, especialmente com dois jogos seguidos fora de casa pela frente. Mais do que pontos, o elenco perdeu a tranquilidade que sustentava o bom momento no Maracanã — e, sem reação, a campanha continental corre risco de azedar ainda mais.