O Fluminense apresentou uma das piores exibições do ano ao perder por 1 a 0 para o Mirassol, gol de Denilson, em partida que tinha a chance de colocar o clube na vice-liderança do Brasileirão. A equipe foi praticamente inofensiva: apenas uma finalização no alvo, uma cabeçada fraca de Cano aos 43 minutos do segundo tempo, e 90 minutos de pouco futebol que irritaram a torcida.
As seis alterações na escalação, metade motivadas por problemas físicos, ajudaram a justificar o desentrosamento, mas não o suficiente para explicar a inoperância ofensiva e a desorganização defensiva. O calendário exigente e a escassez de treinos agravam deficiências técnicas que vinham sendo mascaradas, e o setor defensivo se apresenta hoje como o mais fragilizado do grupo.
Os números reforçam a tendência negativa: são nove jogos seguidos sofrendo gols e erros individuais que se repetem independentemente das mudanças no sistema. Do outro lado, o Mirassol aproveitou as falhas para manter a eficácia e punir o Flu, que há pouco tempo exibia futebol mais consistente e vistoso, agora ausente.
A derrota chega em momento crítico: quarta-feira o time decide vaga na Libertadores contra o Deportivo La Guaira, dependendo também de um tropeço do Bolívar. Mais do que pontos, está em jogo a confiança do elenco e a paciência da torcida. A direção e a comissão técnica terão de encontrar soluções rápidas para recuperar entrosamento, reforçar a estabilidade defensiva e evitar que a fase ruim contamine as duas frentes de competição.