O Fluminense chega à última rodada do Grupo com uma conta simples e delicada: só a vitória no Maracanã sobre o La Guaira mantém a equipe com chances claras de classificação, desde que haja tropeço do Bolívar contra o Independiente Rivadavia. O triunfo deixa o Tricolor na briga direta pela segunda vaga nas oitavas.
Um empate contra o time venezuelano não é suficiente em todas as hipóteses: só ajudaria caso o Bolívar seja derrotado pelos argentinos. Se o Bolívar vencer em Mendoza, o Flu estará automaticamente eliminado, independentemente do resultado no Maracanã. A combinação de resultados devolve ao jogo uma tensão externa — além da atuação em campo — que a equipe carioca terá de gerir.
O retrospecto do Fluminense na fase explica a situação complicada. O time teve início fraco, com empate sem gols na Venezuela diante do La Guaira, derrota para o Rivadavia no Maracanã por 2 a 1 e nova derrota para o Bolívar em La Paz por 2 a 0. No returno, o Tricolor buscou um empate fora contra o Rivadavia e venceu o Bolívar no Maracanã por 2 a 1, resultado que reabriu a chance de classificação.
A pressão agora é evidente: o Fluminense precisa impor seu jogo no Maracanã e, ao mesmo tempo, acompanhar o outro campo. Avançar significaria aproveitar a recuperação recente; falhar, exporia a inconsistência do início da campanha e encerraria prematuramente a tentativa do clube de seguir na Libertadores. O time ainda tenta um feito raro na competição — considerado por algumas análises como alcançado por cerca de 11% dos clubes na última década —, mas depende de resultado próprio e de uma combinação externa.