O empate por 1 a 1 em Mendoza com o Independiente Rivadavia complicou o caminho do Fluminense na Libertadores, mas não o eliminou. Com a igualdade, o clube argentino garantiu uma das vagas do Grupo C. O Tricolor mantém a condição de depender apenas de si para chegar às oitavas, mas já sem possibilidade de terminar em primeiro — resta a disputa pela segunda colocação.

A conta é simples e crua: o Fluminense precisa vencer as duas partidas que terá em casa. Na próxima rodada recebe o Bolívar no Maracanã — derrota por 2 a 0 no primeiro confronto — e, se quiser ultrapassar os bolivianos no grupo, precisa devolver a diferença. Com a mudança nos critérios da CONMEBOL, o confronto direto passou a ser o primeiro desempate; por isso uma vitória por três gols sobre o Bolívar já colocaria o Tricolor à frente.

Há cenários intermediários. Se o Flu ganhar por um gol, dependerá do resultado entre Bolívar e Independiente Rivadavia, em La Paz: um tropeço do Bolívar (empate ou derrota) abriria vaga para o clube carioca. Um triunfo por dois gols deixa as equipes empatadas em pontos, confronto direto e saldo, levando a definição para a última rodada: quem vencer por mais gols avança. Se tudo seguir igual, passam a valer cartões vermelhos, amarelos e, em último caso, sorteio.

A consequência prática é direta: qualquer falha diante do Bolívar elimina o time com uma rodada de antecedência. Fica, portanto, a obrigação de vencer em casa e, ao mesmo tempo, a necessidade de lidar com variáveis externas — altitude, resultados paralelos e critérios de fair play — que tornam a missão mais tensa. O recado é claro: não há margem para erros.