O Fluminense vive otimismo cauteloso sobre o retorno de Martinelli para a partida de volta da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras, na próxima quarta-feira, no estádio do adversário. O volante, vetado para o jogo contra o Santos, no Maracanã, teve confirmada uma entorse e apresentou desgaste na cartilagem do joelho esquerdo após uma disputa aérea na partida de ida.
Em comunicado oficial o clube não estipulou prazo de retorno: a presença dependerá da evolução clínica do atleta. Nas últimas horas, a comissão médica registrou avanço suficiente para iniciar a transição de Martinelli ao trabalho com o elenco no CT Carlos Castilho, abrindo a possibilidade de participação em treinos ainda durante a semana que antecede o jogo decisivo.
Do ponto de vista tático, a volta de Martinelli pode reforçar a organização do meio e dar mais equilíbrio defensivo e saída de bola — elementos que o Fluminense considera essenciais diante da necessidade de uma virada fora de casa. Por outro lado, a opção por utilizá‑lo envolve risco concreto de agravar a lesão ou comprometer rendimento em momentos-chave do confronto.
A decisão final caberá ao departamento médico e à comissão técnica, que enfrentam pressão por um desfecho positivo num cenário que exige resultado imediato. Internamente há otimismo, mas também a consciência de que forçar o retorno seria optar por um sacrifício coletivo com custo físico e de risco médico — uma equação que pode pesar tanto na classificação quanto na gestão do elenco a curto prazo.