O Fluminense entra numa sequência de partidas com a conta das contratações de 2026 ainda aberta. Dos sete reforços anunciados pela diretoria neste ano, o saldo até aqui é curto: Thiago Silva, mesmo com poucas atuações devido a lesão, e Savarino aparecem como as respostas mais positivas; os demais, sobretudo as peças de ataque e alguns nomes da defesa, ainda não justificaram o investimento ou a expectativa gerada.

Rodrigo Castillo carrega o peso de ser a contratação mais cara da história do clube — cerca de US$ 13 milhões com impostos — e tem três gols desde que chegou. O rendimento, no entanto, tem sido criticado por torcedores e pela própria necessidade ofensiva do time: titular em jogos recentes, o argentino pouco produziu contra o Rivadavia. Hulk, que também chegou com status e foi opção do técnico Zubeldía em praticamente todos os jogos oficiais, marcou apenas uma vez e já foi alvo de vaias em alguns jogos, sinais claros de que a margem de tolerância da arquibancada está se esgotando.

Na defesa, as expectativas iniciais também não se confirmaram. Millán, tratado como aposta forte no início do ano, perdeu espaço para Freytes e voltou lesionado ao elenco; Jemmes, vindo em boa fase, não repetiu as atuações que o consagraram no Mirassol e acabou atrás de opções como Ignácio e Igor Rabello. Arana, alternativa para a lateral, alterna entre bons momentos e atuações contestadas, sem conseguir estabelecer a regularidade esperada. Frente a esse cenário, a reaparição de Thiago Silva teve caráter mais de solução imediata do que de planejamento: o veterano mostrou que ainda agrega na solidez defensiva, mas sua limitação física e a pouca disponibilidade em campo relativizam o benefício.

O diagnóstico imposto pelos resultados é simples: investimentos elevados exigem retorno em curto prazo, seja em gols, estabilidade defensiva ou influência tática. A diretoria e a comissão técnica terão que ajustar prioridades — entre dar mais tempo de adaptação a peças caras ou acelerar mudanças para reduzir o desgaste com a torcida — enquanto o calendário não dá folga. O Fluminense volta ao Maracanã no sábado (15), às 16h30, para enfrentar o Palmeiras, partida em que parte dessa cobrança deverá ser medida na prática.