O empate sem gols com o Independiente Rivadavia, no Maracanã, tornou palpável o risco de eliminação do Fluminense na Libertadores. Mais preocupante do que o resultado em si foi a sequência de futebol pobre: são oito jogos sem vitória, com sete empates e uma derrota nas últimas oito partidas entre Brasileirão e Copa do Brasil, sinal claro de um time que não encontra alternativas em campo.

Em campo, o Fluminense dominou a posse, mas faltou objetividade. A equipe rodou a bola de um lado a outro sem penetrar a defesa adversária, errou passes simples e teve baixa intensidade nas disputas. A postura conservadora e a pouca movimentação ofensiva facilitaram os contra-ataques do rival — que criou as melhores chances. Fábio evitou um resultado pior com defesas importantes e a trave também ajudou em um dos lances mais agudos.

A responsabilidade é distribuída: o técnico Martín Zubeldía admitiu a insuficiência do time em incomodar, os jogadores estão abaixo do nível exibido no início do ano e a montagem do elenco não corrigiu carências óbvias. Reforços esperados para suprir lacunas não se firmaram, o que deixa a diretoria exposta a críticas por planejamento e escolhas equivocadas.

Pelo regulamento, uma vitória simples na Argentina garante a classificação, mas a análise do rendimento recente torna essa possibilidade bem mais difícil. O empate no Maracanã amplia a pressão sobre comissão técnica e elenco, obriga mudanças táticas e exige reação imediata — caso contrário, o sonho continental pode se encerrar já nas oitavas.