O Fluminense assegurou a classificação para as oitavas de final da Conmebol Libertadores ao vencer o Deportivo La Guaira por 3 a 1 no Maracanã. Savarino abriu o placar de pênalti após revisão do VAR, Hércules retomou a vantagem ainda no primeiro tempo e Canobbio fechou o marcador na etapa final. A vaga também contou com o resultado favorável do Independiente Rivadavia sobre o Bolívar.

Apesar do placar, a partida escancarou problemas já repetidos: a equipe sofreu o empate com Londoño minutos depois do pênalti e voltou a demonstrar fragilidade defensiva — foi a décima partida seguida em que o time sofreu gols. O ambiente no estádio ficou tenso, as vaias ecoaram e o time perdeu a linha após o gol sofrido, sinalizando um desmanche psicológico em campo que persiste desde o início da temporada.

A volta de Martinelli teve papel importante: o meia deu controle ao meio-campo, conduziu a transição e iniciou a jogada do terceiro gol, além de ajudar a segurar a posse quando o adversário apertou. Ainda assim, a impressão é de um Fluminense que joga menos do que se espera para um clube que mira títulos continentais: os oscilações individuais e a dependência de momentos isolados impediram qualquer tranquilidade.

A classificação garante vida nova no mata-mata, mas também impõe uma cobrança clara à comissão técnica e ao elenco. Zubeldía terá de corrigir a exposição defensiva e trabalhar a estabilidade mental do time se a ambição de buscar o bi da América for real. Na prática, a próxima fase servirá como teste: manter o nível atual será arriscado; melhorar, imperativo.