O Fluminense que foi a La Paz para enfrentar o Bolívar foi irreconhecível. A derrota por 2 a 0, com direito à expulsão de Bernal no início do segundo tempo, escancarou um problema físico e tático: a equipe abriu mão da pressão alta habitual, entregou a posse e criou apenas seis finalizações diante de 14 dos bolivianos.

A altitude de 3.600 metros teve papel determinante e não se trata apenas de retórica; houve adaptação do estilo de jogo que resultou em vulnerabilidade defensiva. A montagem da zaga com Ignácio e Freytes não funcionou na área e Robson Matheus, filho de pai boliviano e mãe brasileira, foi quem aproveitou os espaços para marcar os dois gols.

Fluminense vai se classificar

Zubeldía ainda tentou reação com as entradas de John Kennedy, Soteldo, Alisson e Guilherme Arana, mas o time não conseguiu traduzir as mudanças em criação ou volume de jogo. O resultado deixa o Fluminense com apenas 1 ponto em 3 jogos (11% de aproveitamento) e na lanterna do Grupo C, cenário que aumenta o risco de eliminação precoce.

A reta final da fase de grupos passa agora por um momento decisivo: o duelo contra o embalado Independiente Rivadavia e os dois jogos seguintes no Maracanã serão a prova de fogo. A confiança do treinador existe — ele garante que o clube se classificará —, mas o time precisa de ajustes imediatos para recuperar controle tático, intensidade física e segurança defensiva.