A torcida do Fluminense entra na semana fazendo contas. Para ir às oitavas da Libertadores, o caminho mais direto é vencer o Deportivo La Guaira, no Maracanã, e torcer por um tropeço do Bolívar contra o Independiente Rivadavia, em Santa Cruz de La Sierra. Se essa combinação se confirmar, o clube avançaria com oito pontos — um desfecho que raramente basta para seguir na competição.
Na última década, avançar com oito pontos (ou menos) foi exceção: segundo levantamento, cerca de 11% dos clubes conseguiram a vaga com essa pontuação. Casos recentes mostram que não é impossível — o Colo-Colo, por exemplo, passou com apenas seis pontos na edição de 2024 — mas a regra geral ainda exige números mais folgados na fase de grupos.
Curiosamente, o Fluminense tem episódios históricos de eliminação em fases de grupos quando o regulamento favorecia apenas o líder: 1971 e 1985 aparecem como lembrança de que fragilidades em fases iniciais não são inéditas, embora o clube tenha colecionado campanhas mais consistentes em torneios modernos.
Além do resultado no Maracanã, o cenário é influenciado pelo desempenho do Bolívar — time de Luis Zubeldía, que tem cinco pontos e ocupa o terceiro lugar do Grupo C — e por um momento de pressão após a derrota no Brasileirão. Na prática, a vaga depende tanto de uma vitória tricolor quanto de resultados alheios, o que transforma a classificação em possibilidade remota, mas ainda aberta.