O Fluminense volta ao campo para a partida de volta contra o Palmeiras precisando reverter a derrota por 2 a 1 sofrida no Maracanã. Jogando fora de casa, o Tricolor precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente; uma vitória por um gol leva a decisão para os pênaltis. Nos treinos, houve sinais de evolução: Martinelli tem trabalhado em campo e Thiago Silva aparece como opção mesmo diante da discussão sobre o gramado sintético.

A esperança da torcida ganhou combustível ao lembrar de um precedente recente: em uma semifinal em que perdeu o jogo de ida em casa, o River Plate conseguiu uma virada na partida de volta sobre o Grêmio e se classificou para a final. A classificação teve polêmica — o Grêmio reclamou de eventual irregularidade no primeiro gol do River e da entrada do treinador Marcelo Gallardo no vestiário, apesar de suspensão — mas o resultado alimentou a narrativa de que viradas dramáticas são possíveis nas fases mata-mata.

Para os tricolores, o paralelo com o River não é apenas técnico: acrescenta um componente emocional. Se o Fluminense conseguir a reviravolta no Nubank Parque e o Flamengo superar o Estudiantes, o torneio terá um Fla x Flu histórico — a primeira final continental entre os rivais e a primeira decisão entre dois grandes rivais desde Santos x Palmeiras, em 2020. Essa perspectiva amplifica a expectativa e a pressão sobre jogadores e comissão técnica.

Na prática, a comparação serve como combustível moral e como lente para avaliar riscos e cenários. O Palmeiras enfrenta a necessidade de administrar a vantagem fora de casa, enquanto o Fluminense precisa ajustar postura e intensidade para buscar resultado que mude a história da noite. Para a torcida, resta seguir sinais e acreditar que, em mata-mata, precedentes e narrativas podem pesar tanto quanto a tabela.