O Fluminense ganhou do Bolívar por 2 a 1 no Maracanã e segue com chances matemáticas de avançar na Libertadores, mas a diferença mínima acentua a fragilidade do cenário tricolor. Sem o técnico Luís Zubeldía, suspenso, a equipe foi comandada pelo auxiliar Maxi Cuberos, que reconheceu a importância da vitória e a insuficiência do placar para dar tranquilidade à campanha.

Cuberos destacou que o time protagonizou a partida e criou as melhores oportunidades, mas faltou eficácia na definição. A leitura da comissão técnica é clara: houve domínio estatístico e volume ofensivo, porém a ausência de contundência — e um jogo ruim na altitude — deixaram o Fluminense em desvantagem na tabela. A autoavaliação aponta para necessidade de ajustar a pontaria e transformar chances em gols.

A situação é simples e austera: o Tricolor precisa vencer o La Guaira, no Maracanã, e contar com derrota ou empate do Bolívar contra o Rivadavia. Os dois compromissos estão marcados para quarta-feira (27), às 21h30, e deixam o clube dependente de resultados alheios. No discurso, a comissão promete foco imediato no compromisso doméstico contra o Mirassol e na sequência da temporada, mas admite que a margem de erro é curta.

Além do apelo à torcida — cujo apoio Cuberos qualificou como fundamental — sobressai a cobrança por maior eficiência. A vitória manteve a chama da classificação, mas impôs uma condição: o time precisa ser mais agressivo e letal nas próximas partidas. Se a prioridade for avançar na Libertadores, a comissão técnica terá de ajustar a leitura ofensiva e reduzir a dependência de combinações externas para evitar um desfecho prematuro.