Mais do que os 2 a 1 no placar, o que o duelo do Fluminense contra o Internacional mostrou foi a persistência de problemas que já vinham sendo vistos nas últimas rodadas. Com pouco mais de 12 mil presentes no Maracanã, o time precisou recorrer ao espírito de virada para somar três pontos que mantêm o clube na quinta posição, com 54 pontos, mas não apagam a sensação de que a partida só foi resolvida com intervenção tardia do banco.

A opção de Marcão por um time semelhante ao dos jogos anteriores — aproveitando o retorno de Thiago Silva, Canobbio e Savarino — não rendeu. O primeiro tempo foi de baixo rendimento coletivo: pouca criação efetiva, Ganso aquém do esperado e ataques previsíveis, enquanto o Inter chegava com perigo em saídas rápidas explorando erros no meio. O público reduzido também refletiu a baixa intensidade apresentada pelo Tricolor.

O segundo tempo começou ruim, com perda de bola de Hulk que originou o gol adversário, e só melhorou depois das alterações promovidas pelo treinador. Hércules apareceu novamente para empatar na reta final e Lucho Acosta, que vinha ganhando espaço, decidiu com a jogada da virada nos acréscimos. A sequência reforça que as mudanças fizeram diferença — e que deveriam talvez ter sido antecipadas.

O resultado dá alívio imediato e mantém o Fluminense na briga pelo G-4, mas deixa um recado claro à comissão técnica: a margem de erro é pequena e o time não pode depender sempre de saídas heroicas. Marcão precisa ajustar escalações e buscar regularidade para evitar que partidas como esta se repitam e comprometam a ambição de classificação à Libertadores.