O Fluminense voltou a mostrar reação em dia decisivo: venceu o Palmeiras por 3 a 2 no Maracanã e recuperou o ânimo que vinha em baixa. Foi também a estreia sem o técnico Luis Zubeldía, demitido na quinta-feira pela diretoria após resultados ruins; a mudança, por ora, teve efeito imediato sob o comando interino de Marcão.
O jogo teve oscilações: Gustavo Gómez abriu o placar de cabeça cedo, Hulk empatou ainda no primeiro tempo e, mais tarde, Maurício recolocou o Palmeiras à frente. No segundo tempo o Flu cresceu pelo lado direito, Cano acertou a trave e cedeu o rebote para Serna fazer o empate; nos acréscimos o próprio Cano cabeceou para garantir a virada e os três pontos.
A opção por Ganso como titular e capitão surtiu efeito no controle do setor ofensivo, enquanto Guga e a recomposição pelo lado direito se destacaram. O time terminou com 57% de posse e 15 finalizações, contra 13 do adversário — estatísticas que confirmam uma superioridade construída com mais trabalho do que brilho.
Além da vitória, o resultado tem peso prático: terça-feira, em Mendoza, o Fluminense enfrenta o Independiente Rivadavia e, com uma vitória mínima, assegura vaga nas quartas da Libertadores. Ainda que a oferta de oxigênio seja real, a diretoria e o elenco sabem que manter ritmo e regularidade será necessário para transformar o alívio em projeto consistente na temporada.