O Fluminense venceu o Platense por 2 a 0 no Maracanã e saiu com vantagem importante rumo à vaga nas semifinais da Libertadores. O time abriu o placar com autoridade no primeiro tempo, criando variações e controlando as ações ofensivas. A medida, porém, que o jogo avançou, a intensidade caiu e a equipe sofreu pressão da Argentina, deixando dúvidas sobre o aproveitamento dessa vantagem fora de casa.
O técnico Marcão reconheceu a boa atuação inicial, elogiou a participação de Ganso na construção das jogadas — o meia participou das ações que originaram os gols — e justificou a substituição no início do segundo tempo pela necessidade de poupá‑lo após desgaste recente. A saída de Ganso, porém, coincidiu com a perda do controle do meio e a maior troca de passes pelo campo, aspecto que preocupa para a partida de volta.
Marcão pediu equilíbrio entre controle e aceleração: quando faltar Ganso, é preciso que jogadores como Lucho e Savarino deem velocidade ao jogo sem abrir mão da organização. Ele também destacou o papel de Hulk na recomposição ofensiva e na ocupação de espaços, mas admitiu que o time terá de ajustar marcações e reação às mudanças táticas do adversário, como a alteração para um 4-1-3-2 que encurtou linhas.
A decisão em Buenos Aires permite ao Fluminense perder por um gol e ainda avançar, o que não elimina, porém, o risco de surpresas. A equipe volta a encarar uma partida com menos de tempo de recuperação entre jogos, e a comissão técnica terá que definir como proteger peças-chave sem desorganizar o modelo de jogo. A lição do Maracanã foi clara: vantagem construída, alerta mantido.